Meus primeiros 10 dias usando o GTD

Foto: Reprodução/ Pinterest
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Foi em uma noite de quarta-feira, mais precisamente dia 15 de outubro, que tive o meu primeiro contato com o GTD. A história começa quando em uma das minhas aulas de Estágio Docência recebi a notícia que teria que ministrar uma aula de quatro horas na próxima semana sobre Pós-Modernidade. Já encarei a labuta de ser professora em uma universidade por seis meses e, por isso, sabia que uma semana para preparar uma aula sobre uma temática nova seria pouco tempo.

Ainda teria compromissos pessoais, profissionais e uma dissertação para escrever algumas páginas. Resumidamente, a semana seria cheia e, se bobeasse, não daria conta de fazer tudo. Chegando em casa, quase 23h, lembrei do blog Vida Organizada. Havia ouvido falar porque sua dona acabara de lançar um livro e me deu um estalo de que era uma organização que precisava para encarar os dias que teria pela frente.

Dito e feito, achei a chave que precisava para enfrentar a semana sem (muitas) neuras. Na verdade fiquei louca de nervosismo e ansiedade porque além de dar aulas, seria avaliada pelo professor da disciplina, muita responsabilidade para pouco tempo de dedicação. Vale a pena eu dizer aqui que sou perfeccionista e me cobro demais, por mais que tudo esteja perfeito sempre acho que está tudo uma merda (e às vezes está mesmo). Mas, com certeza, foi muito mais fácil e organizado de encarar do que se não tivesse começado a aplicar o GTD.

Mas o que é o tal do GTD?

Quero fazer um post bem lindo explicando certinho o que é o GTD, mas para isso eu preciso me informar muito mais sobre o assunto. Para vocês não ficarem perdidos, eu resumo aqui: GTD é sigla para Getting Things Done (A arte de fazer acontecer – no português abrasileirado) que é um método de organização apresentado por David Allen no livro homônimo.

Para quem quiser saber um pouco mais antes de eu contar aqui, sugiro que entrem no blog da Thais Godinho (Vida Organizada) ou comprem o livro do próprio David Allen. Também há o site do centro de treinamento em GTD, Call Daniel, que possui algumas informações sobre o método (inclusive um e-book gratuito com os passos iniciais para a implementação).

Obs. importante: O livro do David Allen varia bastante no preço, por isso sugiro que vocês comprem apenas quando ele estiver na casa dos R$26 (claro que se não quiser desperdiçar dinheiro).

Chega de história e vamos para a ação…

Foto: Reprodução/ Pinterest
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Confesso que meu primeiro contato com o GTD foi bastante confuso, como provavelmente será o de vocês. É um método que envolve muitas etapas por ser um planejamento que engloba sua vida inteira e não apenas o seu trabalho ou as coisas que têm para fazer no dia. Li algumas coisas na noite de quarta-feira e fiquei super animada.

A primeira coisa que fiz foi configurar a minha agenda do Google, é ela que tenho utilizado para guiar meus compromissos e minhas tarefas. Para mim, é muito eficiente delimitar horário para os meus compromissos e também para as minhas tarefas porque senão acabo focando demais em alguma das atividades e esquecendo de dividir meu tempo com as minhas outras prioridades.

Nesta parte, estou divergindo um pouco do método que indica que só coloquemos na agenda os compromissos com data e hora. Mas, como acredito que cada um deve aplicá-lo da maneira que melhor se ajuste as suas necessidades, não vejo problema em fazer do meu jeito e da forma que melhor funciona para mim. Esta foi a primeira etapa a acrescentar no meu dia a dia e, desde então, meus dias têm sido muito mais produtivos e diversificados.

2ª etapa: Evernote

Foto: Reprodução/ Pinterest
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Por meio da Thais Godinho e de seu blog descobri o Evernote. Esta é uma ferramenta que pode mudar a sua vida e deixar tudo mais prático e organizado para que você se torne eficiente. É no Evernote que gerencio toda a metodologia do GTD. Ainda não finalizei a aplicação, foram surgindo algumas dúvidas e agora estou lendo o livro do David Allen para que tudo se torne mais claro e eu possa aplicá-lo da maneira correta.

Farei um post (inclusive já até comecei a escrever) detalhando as funcionalidades do Evernote e como tenho usado. Mas posso afirmar aqui que ele tem facilitado e muito a minha vida de mestranda e freelancer. Acredito que quando estiver em um estágio mais avançado do GTD, o Evernote será ainda mais útil e me encantarei cada vez mais por ele.

Folhinhas de papel porque não vivo sem elas

Claro que eu poderia ficar apenas com o Evernote e o Google Agenda, mas não resisti e me vi fazendo um Plano Diário (disponibilizo no link para que vocês possam ter acesso ao meu plano em PDF, no entanto, há na internet inúmeros “day planner” muito mais bonitos e simpáticos – aliás no Pinterest há muitos, só procurar!).

O meu Day Planner constitui em uma agenda, caixa de entrada, to do list e mais algumas observações que achei interessante acrescentar, como o post que pretendo escrever no dia, quantos copos de água beberei, o livro que lerei e quantas páginas e etc. Fiz no Indesign e quem tem um conhecimento básico da ferramenta conseguirá fazer um que tenha a cara e as necessidades pessoais. Busquei algumas inspirações na internet (que aliás estão armazenadas como referência no meu Evernote) e criei o meu próprio design em uma noite (na quinta-feira passada para ser mais precisa).

Foto: Reprodução/ Pinterest
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Fichário: a organização que precisava para os meus papéis

Tenho muito papel e se tinha uma coisa que me irritava era vê-los jogados pela minha escrivaninha sem eu saber ao certo o que fazer com eles. Sabia que o GTD me daria uma ideia de como organizá-los. Comecei a procurar e me deparei com o Tickler que é basicamente uma central de pastas onde podemos armazenar os papéis de uso.

Inicialmente achei que essa seria a solução, mas como ele armazena por dias em que os papéis seriam utilizados e não era bem isso que precisava fazer, resolvi continuar pesquisando. E, gente, o Pinterest é maravilhoso por causa disso! Pesquisando lá descobri que o fichário seria a melhor solução. Poderia armazenar no modo GTD, usando inclusive o Tickler, e ainda teria espaço para guardar as minhas outras papeladas.

Comprei meu fichário na Kalunga aqui da minha cidade, lá é o único lugar que achei um fichário básico com um preço acessível, já que não estava disposta a gastar muito dinheiro nisso. Aproveitei e comprei divisórias e plásticos para guardar os papéis que não poderiam ser furados. Quero fazer um post bonitinho contanto a minha experiência com o fichário, porque acho que vale a pena para quem tem o mesmo problema que eu com papéis.

Por enquanto é (só) isso que consegui aplicar do GTD. Iniciei a leitura do livro do David Allen e continuo as minhas leituras pelo blog Vida Organizada e posso dizer que desde aquela quarta-feira não tenho mais jogado meu tempo no lixo, tudo que tenho feito tem certa utilidade na minha vida e, acreditem, estou bem mais tranquila, animada e determinada.

Quero terminar o post (e-nor-me) de hoje com uma frase do David Allen que explica exatamente como minha vida estava antes do GTD entrar nela:

Agora, e quando você está totalmente fora desse estado – e começa a se sentir descontrolado, estressado, desconcertado, entediado e travado? Você tem a capacidade de retornar àquele estado anterior? É aí que a metodologia deste livro terá maior impacto em sua vida, pois vai lhe mostrar como retornar à “mente clara como água”, com todos os recursos e faculdades funcionando à máxima capacidade. (ALLEN, 2005, p.10)

Quem chegou até aqui muito obrigada pela paciência e pela leitura. Se eu atingir ao menos uma pessoa como fui atingida pela Thais e pelo Allen com esse método, todo este post já vai ter valido a pena.

Alguém já teve algum contato com o GTD? Conte nos comentários a sua experiência com o método!

3 comentários sobre “Meus primeiros 10 dias usando o GTD

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