20 dias com o GTD: o que mudou?

Essa é uma série de posts que conto sobre a minha implantação e adaptação ao método GTD, desenvolvido pelo norte-americano David Allen e publicada no livro Getting Things Done (“A arte de fazer acontecer”). Para acompanhar a série, basta clicar na tag “Minha experiência com o GTD“.

Foto: Reprodução/ Pinterest
Foto: Reprodução/ Pinterest

Pois é, já fazem 10 dias desde aquele enorme texto em que contava sobre a aplicação do método de organização, Getting Things Done (GTD), na minha vida. O que mudou de lá para cá é o que vou contar nesse texto.

Primeiro, preciso falar que tudo que envolve o GTD é complexo e sua aplicação é gradual e lenta. Não adianta ter pressa, aos poucos vamos pegando o jeito e o método acaba ficando mais natural em nossas vidas, assim como vamos o adaptando as nossas necessidades.

Desde que tive o primeiro contato com o GTD passei a ler muita, mas muita coisa a respeito tanto do método quanto sobre produtividade e organização e, por isso, venho tentando aperfeiçoar minha vida com o que tenho aprendido.

GTD: vale a pena insistir

Como já dito, o método é bastante complicado e, mesmo depois de 20 dias com ele, ainda sinto muitas dificuldades em vários passos, mas também sinto que tenho melhorado a cada dia. O meu pior problema é planejar a longo prazo, o que acredito ser a principal vantagem desse método de organização em relação aos outros.

Tenho planos, tenho metas, mas não consegui ainda passar para o papel. Nesses vinte dias iniciais minha vida esteve bastante atribulado com várias tarefas urgentes/importantes para serem feitas, por isso trabalhei muito no imediatismo e acho que isso não é bom.

Mas, acredito que a partir da semana que vem a minha vida estará mais tranquila e conseguirei trabalhar melhor nesse sentido e melhorar no quesito de planejamento. Só tenho certeza, e cada dia mais, que vale a pena insistir no GTD. Quero muito chegar ao ponto que olharei para trás e verei como minha vida está diferente e organizada.

Por que é importante se organizar?

Estava lendo os capítulos iniciais do livro da Thais Godinho e ela fala que se organizar tem mais a ver com realização pessoal do que com bitolação. Que se organizar não precisa ser nada exagerado que não deixe as coisas naturais acontecerem, mas que dá sentido para tudo o que você faz. E é por isso que pretendo ser uma pessoa organizada.

Quero cada dia mais ter um caminho certo a seguir e saber quais passos tenho que dar e é essa a intenção do GTD. Ele não é só para nos organizarmos diante das tarefas do trabalho, dos compromissos, mas é um método para nos transformar em pessoas mais seguras, mais criativas e mais ativas. Então, sendo assim, quem é que não quer ser uma pessoa organizada?

Foto: Reprodução/ Pinterest
Foto: Reprodução/ Pinterest

O que mudou de 10 dias para cá

Tenho a cada dia compreendido melhor o que é o método e como posso utilizá-lo de uma maneira eficiente para a minha vida. No post em que falo sobre as dicas de produtividade  apontei algumas das atividades que tenho adotado para melhorar a minha produtividade. Algumas tem a ver com o GTD, outras são apenas dicas que fazem realmente a produtividade melhorar, como se focar na tarefa e deixar o Facebook fechado.

Mas, o Todoist, por exemplo, é algo que tem me ajudado bastante com o GTD. Coloco nele, todas as minhas tarefas que pretendo realizar no dia e também as tarefas mais urgentes que vão chegando para serem realizadas. Gosto do aplicativo porque ele tem uma ferramenta que controla a nossa produtividade e, para mim, é um ótimo incentivador.

Evernote continua sendo o aplicativo mais lindo que já existiu, mas ainda acho que não consigo explorar todas as potencialidades dele, por isso, tenho lido bastante a respeito. Assim que achar que estou com um conhecimento adequado da ferramenta, prometo fazer um post só dele, falando sobre todas as maravilhas que ele faz.

Já o Google Calendar continua sendo a minha agenda. Pensei em trocar para a agenda da Apple, mas acabei desistindo porque ela não oferece algumas funcionalidades que acho interessante no Google Calendar. No entanto, tenho mudado um pouco a minha forma de interagir com ela. Falei no primeiro post que tentava programar todo o meu dia e que não era isso que o GTD orientava. Por isso, estou tentando me adaptar a forma que o GTD diz para ser feito e só marcando na agenda o que é compromisso com data marcada. Isso deixa o meu dia mais flexível, mas também abre brecha para procrastinação e distração. Mas, tenho tentado, vamos ver como será os próximos dias.

Em relação aos papéis tenho deixado de lado o meu planner e concentrado tudo no Todoist e no Evernote. Percebi que estava gastando muito tempo com o planner e que não tinha um efeito interessante. Tenho pensado em outras formas de organizar esse planner que possam ser mais coerentes com as minhas necessidades e com o método. Se fizer algo até a nossa próxima atualização, compartilho com vocês.

Mas o fichário tem funcionado super bem e deu fim aos meus papéis jogados pelo quarto. Além de ser ótimo para guardar receitas médicas, pedidos de exame (estou naquela fase do ano de fazer exames de rotina).

Agora o que passei a aplicar de maneira efetiva e percebi que é uma maravilha e super necessária para fazer o método dar certo é a revisão semanal. É nesse momento que paramos e alisamos tudo o que está em andamento, em que podemos focar mais nas próximas semanas e analisar o andamento da semana que passou. Todo mundo que tem o GTD como método de organização fala da importância da revisão semanal e, com as ótimas revisões que fiz nessas últimas duas semanas, percebi que realmente é importante e fundamental para o método dar certo e evoluir.

Ainda não terminei de ler o livro do David Allen, tenho achado um pouco desinteressante. Não sei se é porque já li muita coisa sobre e o que tenho lido no livro parece mais enrolação do que me fazer aprofundar no assunto ou se é a parte em que estou. Mas persistirei e pretendo terminar logo.

Bem, acho que por hoje é só. Continuarei sempre que possível trazendo atualizações da minha rotina com o GTD. Primeiro porque gosto de ler e perceber o quanto evolui (ou não) e segundo que é a possibilidade que tenho de compartilhar com vocês esse método maravilhoso e que tem mudado a minha vida.

Você começou a usar o GTD? Como tem sido suas impressões iniciais?

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