GTD: o que mudou no último mês

Essa é uma série de posts que conto sobre a minha implantação e adaptação ao método GTD, desenvolvido pelo norte-americano David Allen e publicada no livro Getting Things Done (“A arte de fazer acontecer”). Para acompanhar a série, basta clicar na tag “Minha experiência com o GTD“.

Foto: Reprodução / Pinterest
Foto: Reprodução / Pinterest

Fiz o meu último post sobre GTD no dia 8 de novembro. Quer dizer que já faz quase um mês que não compartilho mais nada sobre a minha experiência com o método. De lá pra cá algumas coisas mudaram e é isso que vou contar para vocês hoje.

Para quem tem lido meus posts com alguma frequência deve ter percebido que desde que o GTD entrou na minha vida virei uma completa viciada em assuntos sobre produtividade/organização. Por isso, a cada dia mudo um pouco a minha maneira de usar o método e vou deixando-o mais com a minha cara.

Terminei de ler o livro do David Allen e percebi que ele é bastante fechado em relação ao seu método e isso não me agrada. Gosto de dar a minha cara para as coisas e é assim que tenho feito com o GTD. A cada dia ele ganha o meu jeito, vou alterando para deixá-lo mais prático e que funcione melhor para as minhas necessidades.

Acabei de definir, por exemplo, que não preciso ter uma agenda, como o Google Calendar. Percebi que estava deixando de lado e não estava mais tendo tanta importância. Como quase não tenho compromisso, acho que a agenda acaba perdendo a sua importância.

No entanto, para não me esquecer da data dos compromissos, indico no Todoist o dia que tenho que fazer algo. O aplicativo deixa que a gente marque o dia e a data do compromisso e, inclusive, pode te mandar alertas tanto pelo celular quanto no e-mail.

Sobre o Evernote, ele continua sendo um aplicativo fantástico e que me ajuda cada dia mais a organizar tudo que preciso. Gosto muito de gerenciar minhas pautas das matérias que escrevo nele, de anotar ideias para posts futuros, guardar para referência sites, pdfs, livros, etc. Além disso, ele é um tremendo suporte para as minhas revisões semanais. É nele que consigo priorizar minhas tarefas para depois passar diariamente para o Todoist conforme o que designo para o dia (falarei mais sobre isso em um post futuro sobre revisão semanal).

Tenho adotado uma lógica de guardar a menor quantidade de papel possível. Sempre que posso dou uma olhada em meus papéis e vejo se preciso jogar algo fora. Não vale a pena ficar guardando papel sem necessidade. O que fico com dúvida se pode ter alguma utilidade algum dia, tiro foto e mando para o Evernote. O restante dos papéis ficam armazenados no meu lindo fichário.

Estou tentando entrar na ideia do minimalismo de que o menos é mais e tenho jogado o máximo de coisas possíveis fora. Livros que tenho digitalizados, por exemplo, não estou tendo dó e estou eliminando todos, até porque não tenho lugar para mais livros e como quero comprar novos, preciso de espaço. Sigo o que a Thais disse em seu livro: se não tiver espaço para guardar, não compre até achar um lugar. Já deixei programado para as minhas férias limpezas em meus armários e minha escrivaninha, quero jogar tudo que não tem utilidade fora.

Para realizar as tarefas, tenho utilizado o método Pomodoro e tem surtido um efeito muito bom. Tenho me concentrado muito mais e realizado mais coisas em menos tempo. Como ele dá um intervalo de cinco minutos a cada 25, acabo realizando atividades banais e de rotina durante esses 5 minutos, como arrumar algumas roupas que estão fora do armário, ler algum pequeno trecho de um livro, olhar algum site, responder What’s, etc.

Para controlar o tempo, tenho utilizado o aplicativo DropTime. Ele é ótimo porque deixa marcadinho quanto tempo você produziu no dia e isso é um bom controle para saber se estamos dedicando tempo suficiente para fazer as nossas atividades. Mas só tenho controlado o tempo para atividades que demandam mais concentração, como fazer uma matéria ou estudar algo para o mestrado. O restante deixo o tempo mais livre e me permito algumas distrações sem tempo pré-determinado.

Resumo do GTD

Foto: Reprodução / Pinterest
Foto: Reprodução / Pinterest

Acho que é isso, resumidamente faço assim:

  1. Nas sextas-feiras faço uma bela de uma revisão semanal apontando as prioridades para a próxima semana e organizando o meu sistema, ou seja, eliminando notas desnecessárias, esvaziando a caixa de e-mails e anotando as ações, etc;
  2. Diariamente, às vezes na noite anterior ou logo quando acordo, anoto no Todoist o que quero fazer no dia. Também se aparece algo de novo, jogo no Todoist que ele manda automaticamente para o Evernote como uma nota nova;
  3. No Todoist indico o que é mais prioritário para o dia e vou realizando o que tenho de mais importante para aquele dia;
  4. Todo dia dou uma checada no Evernote para arrumar as minhas notas e deixar tudo organizado. Também indico o andamento dos projetos e do que planejei para a semana;
  5. Para realizar as tarefas, ligo meu timer no Pomodoro e vou fazendo até terminar a minha meta diária, seja de leitura, escrita ou qualquer coisa que tenho que fazer.

Sempre que tiver mudado algo no meu uso do GTD volto aqui para compartilhar com vocês, combinado? Mas, conforme vou me adaptando ao modo e fazendo ele funcionar do meu jeito, as mudanças acabam ficando mais esparsas.

Como tem sido sua implementação do GTD? Não deixe de compartilhar coma  gente!

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